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200 referências identificadas em O Dilema do Basilisco: Parte 2

14 de ago.
4 min de leitura

Atualizado: 3 de set.


O artigo 200 referências identificadas em O Dilema do Basilisco: Parte 1 deu início a um mapeamento de todos os autores de obras e personagens históricos referenciados no livro. A lista inclui nomes que lideraram trabalhos científicos, artísticos, filosóficos e culturais, além de nomes que participaram diretamente dos eventos históricos presentes nos capítulos 1 a 10. Agora, a lista segue para os capítulos 11 a 20.


Capítulos 11 e 12: Comunicação e Relacionamentos


O capítulo 11 começa com relação entre comunicação e a biologia de Thomas Sebeok59. Segue mencionando a Pedra de Roseta, que remete ao período de Ptolemeu V Epifânio60. Cita Cleópatra VII Filopátor61, última governante egípcia antes do domínio romano, e Vasco da Gama62, responsável por um dos marcos de intercâmbio comercial e cultural na história. O texto converge para a semiótica e o estudo dos signos com menções a Sigmund Freud63, Carl Jung64, Ferdinand de Saussure65 e Charles Sanders Peirce66. Há também referência a Maria Helena Martins67 com os níveis da leitura e Paul Ekman68 com o estudo das emoções. Já no capítulo 12, tem reflexões inspiradas em Dominique Simonnet69 sobre a história do casamento e artistas que retrataram o amor como Sandro Botticelli70, Lattanzio Pagani71, William Shakespeare72, Pyotr Ilyich Tchaikovsky73 e Pablo Neruda74. Por fim, cita Milan Kundera75 pela sua crítica à promessa de eternidade.


Capítulos 13 e 14: Religiosidade e Vida


O capítulo 13 traz um apanhado histórico inspirado em Jostein Gaarder76 sobre as religiões e uma conclusão inicial de Arthur Schopenhauer77 sobre a troca do desejo pela disciplina. O texto encerra com uma ilustração do filme “Cruzada” dirigido por Ridley Scott78. Já no capítulo 14, a busca pela definição de vida leva ao conceito de Humberto Maturana79 e Francisco Varela80. O romance de Carl Shuker81 é usado para ilustrar os conflitos conceituais sobre a vida. O capítulo desenvolve um debate inspirado em Peter Singer82 e exemplifica uma relação de entrega por meio do filme 300, de Zack Snyder83, baseado no livro Portões de Fogo, de Steven Pressfield84, onde Leônidas85 e Stelios sintetizam o sentido da vida num curto diálogo.


Capítulos 15 e 16: Morte e Fortuna


O capítulo 15 apresenta uma descrição dos paraísos monoteístas referente à obra de Francis Edward Peters86. Segue com uma passagem de “O Pequeno Buda”, dirigido por Bernardo Bertolucci87, e a explicação do paradoxo do navio de Teseu, registrada primeiramente por Plutarco88. Já o capítulo 16 mostra um debate proposto por Michael Sandel89 entre mérito e sorte. Cita Torquato Severino Boécio90 pela procura da sabedoria para superar os percalços e Nagarjuna91 pela definição de bodhichitta como uma espécie de mérito não material. Por fim, o texto faz referência a Carl Orff92, pela composição de Carmina Burana, Masami Kurumada93, pela descrição do ciclo das seis existências feita pelo cavaleiro Shaka de Virgem da série Os Cavaleiros do Zodíaco, e Leonardo da Vinci94, pelo desenho do Homem Vitruviano.


Capítulos 17 e 18: Ação e Honra


O capítulo 17 cita Ouroboros, descrição de Horapolo95, a impossibilidade do isolamento de um sistema, por Walther Nernst96, e a eterna recorrência, explicada por Friedrich Nietzsche97. Adiante, o texto menciona versículos bíblicos dos apóstolos João98 e Tiago99. Há uma contestação do livre-arbítrio inspirada em Robert Sapolsky100 e a apresentação da cena final de “O Resgate do Soldado Ryan”, dirigido por Steven Spielberg101, onde o próprio protagonista representa um personagem real, Frederick Niland102. Já o capítulo 18 mostra uma dissertação sobre honra que remete à Peter Berger103. Entra na história do Japão trazida por Brett Walker104 (historiador, não o compositor) e inclui citações de figuras históricas como a Rainha Himiko105 e Miyamoto Musashi106. Por fim, termina com a explicação de como as massas se orientam pelas honras e comportamentos comparativos de Gustave Le Bon107.


Capítulos 19 e 20: Incerteza e Propósito


O capítulo 19 começa com o dilema entre poupar e consumir de Richard Thaler108. Em seguida, remete à descoberta de Donald Johanson109 a respeito do fóssil na Etiópia. Apresenta um raciocínio lógico questionando o livre-arbítrio das espécies precursoras com base em Baruch Spinoza110. O texto concentra-se na história da Nigéria, com fundamento em Chinua Achebe111, e menciona a canção Noite Feliz, de Joseph Mohr112. Finaliza citando o Adhan, revelado para Abdullah ibn Zayd113, e William Kamkwamba114, que produziu o moinho em Malauí. Já o capítulo 20 comenta o efeito Dunning-Kruger, de David Dunning115 e Justin Kruger116. Envereda pelas histórias do Santo Graal de Chrétien de Troyes117 e Robert de Boron118, que mencionam Jesus de Nazaré119, o Apóstolo Marcos120, e José de Arimateia121. Os livros de Jesse Weston122 e Arthur Waite123 também são citados. Faz um paralelo com a história do Brasil, comentando a fuga de Dom João VI124, sob a ameaça de Napoleão Bonaparte125, até a vida de Marechal Rondon126.


Continua na Parte 3


Finalizando a segunda parte, foram apresentadas 126 referências ao todo. É possível notar uma profunda transdisciplinaridade entre as áreas, porque o segundo terço é mais entrelaçado do que o primeiro. Antes, os capítulos pareciam organizados por área do conhecimento. Economistas, por exemplo, estavam mais ou menos próximos uns dos outros na lista. Porém, a mistura de especialidades parece ocorrer de forma mais intensa e natural dessa vez, mostrando que a espiral está levando o leitor a raciocinar sobre dilemas cada vez mais abstratos. Siga para a Parte 3!


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