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200 referências identificadas em O Dilema do Basilisco: Parte 1


O Dilema do Basilisco reúne centenas de referências de obras e pensamentos da humanidade, explícitas ou implícitas, ao longo dos 33 capítulos, como visto na resenha do livro. As referências apresentadas a seguir representam uma interpretação crítica da obra. Algumas são citações literais, enquanto outras correspondem a influências filosóficas, científicas, culturais e figuras históricas. Abaixo, são listadas 200 referências daquelas que podem estar mais evidenciadas para uma leitura cadenciada.


Capítulos 1 e 2: Estado e Justiça


O primeiro capítulo, cuja temática principal é a política e o Estado, começa com uma citação clara de Nicolau Maquiavel1 e sua obra O Príncipe. Mais adiante, tem-se uma menção à frase de Luís XIV2: “O Estado sou eu” e à teoria do contrato social de Thomas Hobbes3. O capítulo ainda faz uma metáfora com “Frankenstein” de Mary Shelley4 e uma dissertação sobre dívida pública inspirada em Nora Lustig5. Já no segundo capítulo, é apresentada uma premissa de Luís Roberto Barroso6 sobre levar em conta não apenas a lei, mas as pessoas para as quais a lei é feita. Mais adiante, nota-se um raciocínio fundamentado em Theodor Geiger7 e Hans Kelsen8, sobre a aceitação e validade das leis.


Capítulos 3 e 4: Autoridade e o Paradoxo do Trabalho


O capítulo 3 traz ideias sobre a autoridade na história, com alusões a Max Weber9 e Yuval Noah Harari10. Cita um cômico experimento de Mekki Leeper11 sobre os lenços contaminados. Em seguida, exemplifica o raciocínio mencionando os professores Stanley Milgram12 e Phillip Zimbardo13. Já no capítulo 4, Joseph Heller14 é mencionado logo no título, tradução do seu romance Catch-22. O texto segue com referência a teoria da firma de Alfred Marshall15 e a William Phillips16 com o trade-off entre inflação e desemprego. Também há menção a Byung-Chul Han17 e a precarização do trabalhador autônomo.


Capítulos 5 e 6: Educação e Cooperação


O capítulo 5 inicia com uma observação de Guillaume Amontons18 sobre a força de atrito e de Robert Hooke19 sobre a elasticidade dos corpos. Cita uma passagem captada de Harold Gatty20 sobre a assimetria humana. Entra numa explicação objetiva sobre o xadrez, que remete a José Raúl Capablanca21. Explica o problema do cavalo, de autoria desconhecida, cujo registro mais antigo é do mestre Al-Adli Al-Rumi22, tratado posteriormente por Leonhard Euler23. O texto pivota do xadrez para a área de educação, com influência de autores como Jean Piaget24 e Paulo Freire25. Já o capítulo 6 envereda-se pela Teoria dos Jogos, de John Von Neumann26, e aprimorada por John Nash27. O tema central dessa vez é o Dilema do Prisioneiro, de Merrill Flood28 e Melvin Dresher29. Um exemplo do entretenimento citado é o "Topa ou Não Topa" criado por Dick de Rijk30. Por fim, a ideia de que uma sociedade mais cooperativa tende a prosperar é inspirada em Elinor Ostrom31.


Capítulos 7 e 8: Sistema Produtivo e o Sucesso


O capítulo 7 é inaugurado com as ideias de Adam Smith32 pela liberdade econômica e pela divisão do trabalho. Uma breve alusão sobre o risco-retorno de Harry Markowitz33 é mencionada. Em seguida, tem-se um resumo das origens do capitalismo remetendo à Osvaldo Coggiola34. No contraponto que segue, é apresentada a ideia de economia planificada de Karl Marx35 e Friedrich Engels36. Por fim, é mencionada a teoria da tributação progressiva de John Stuart Mill37, e a separação entre o capital produtivo e especulativo de Thomas Piketty38. Já o capítulo 8, traz luzes da economia comportamental de Herbert Simon39 e da fronteira de mercado de John Maynard Keynes40. O próprio nome do capítulo 9 refere-se à ideia do rendimento decrescente de David Ricardo41. Finaliza com a síntese de Epicuro de Samos42 na qual a felicidade não pode ser fruto de acúmulo de bens.


Capítulos 9 e 10: Tecnologia e Tolerância


O capítulo 9 começa remetendo às contribuições de Pitágoras43, Arquimedes44 e Ápio Cláudio Cego45. Segue com inovações de Edwin Drake46, Thomas Edison47, e, explicitamente, Michael Faraday48, Charles Darwin49 e Thomas Henry Huxley50. No campo da física, ele recorre às histórias de Erwin Schrödinger51, Robert Oppenheimer52, Tycho Brahe53 e Johannes Kepler54. Já no capítulo 10, há traços dos temas de Albert Bandura55, Gordon Allport56 e Zygmunt Bauman57 pela origem da intolerância e seu desenvolvimento na infância. É citado também o experimento de Derren Brown58 sobre o preconceito como condição psicológica.


Continua na Parte 2


Até aqui foram apresentadas 58 referências nos 10 primeiros capítulos do livro O Dilema do Basilisco. Como se pode notar, um terço de caminhada já é suficiente para demonstrar a gigantesca interdisciplinaridade da obra. Apesar da ampla diversidade de áreas do conhecimento humano, o livro não se resume a um catálogo de grandes feitos. Ele mantém a coerência e a estrutura principal da resposta do protagonista ao Basilisco. Siga para a Parte 2!


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